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domingo, 3 de abril de 2011

Princípio e fundamento



Princípio e fundamento (EE 23)

O ser humano é criado para louvar,
reverenciar e
servir a Deus Nosso Senhor
e, assim, salvar-se.
As outras coisas sobre a face da terra
são criadas para o ser humano e
para o ajudarem a atingir
o fim para que é criado.
Daí se segue que ele deve usar das coisas
tanto quanto o ajudam para atingir o seu fim,
e deve privar-se delas tanto quanto o impedem.
Por isso é necessário fazer-nos indiferentes
a todas as coisas criadas,
em tudo o que é permitido à vossa livre vontade
e não lhe é proibido.
De tal maneira que, de nossa parte, não queiramos
mais saúde que enfermidade,
riqueza que pobreza,
honra que desonra,
vida longa que vida breve,
e assim por diante em tudo o mais,
desejando e escolhendo somente
aquilo que mais nos conduz ao fim para que somos criados.

(Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Que fiz, que faço, que farei por ti, Senhor?


Muitos homens e mulheres encontraram no seguimento a Cristo a verdadeira libertação e o sentido para suas vidas: AMAR E SERVIR PARA A MAIOR GLORIA DE DEUS... leigos, padres, religiosas e religiosos, colocaram-se na fileira dos oprimidos, a fim de serem presença solidária, libertadora, profética e amiga. Tudo isso, pelo fato de terem tido a coragem de ouvir o que Deus tinha para lhes falar... hoje no dia do silêncio, somos chamados a contemplar as dores de tantos que deram suas vidas... somos chamados a contemplar as dores do Cristo, que caminha para sua cruz, por amor a nós!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Por que celebrar o Ofício Divino?



A oração do ofício divino é um meio para a oração. Existem diversos e diferentes meios que podem nos ajudar a rezar e a qualificar a nossa oração. Sabe-se que a oração do ofício foi inspirada pelas primeiras comunidades cristãs, que se reuniam em torno da Palavra de Deus para cantar os salmos e proclamar o louvor de Deus. Essa oração é a própria oração de Jesus, que se prolonga e atualiza na Igreja.

“A maioria dos adolescentes e jovens buscam na espiritualidade respostas para as questões existenciais e para seu compromisso batismal na construção de uma sociedade com os valores do Reino de Deus. Na liturgia fazemos memória da Páscoa de Jesus, a Páscoa da vida. Na celebração do mistério pascal, a juventude recorda suas alegrias e tristezas, conquistas e desafios, desejos e frustrações. E assume o projeto de Jesus que é de Vida em abundância”. As Pastorais da Juventude (PJs), preocupadas em ligar compromisso político e mística, têm valorizado o Ofício Divino das Comunidades, reconhecendo nele importante referência de oração que abraça a tradição antiga da Igreja e a espiritualidade latina Americana. O Ofício Divino da Juventude assume ainda mais essa herança dos antepassados, numa linguagem adaptada às novas gerações sedentas de beber no manancial onde bebeu Jesus e as comunidades cristãs desde o início. (ODJ, pág.04)

Como Lassalistas incentivamos o uso do OdC e o OdJ, como instrumentos que nos permitem o encontro com o Sagrado, tanto de maneira pessoal como na vivência de comunidade.


Elementos e estrutura do ofício

Chegada

A oração comunitária, a oração do grupo, depende da qualidade de participação de cada pessoa. Por isso, é bom chegar antes do início do ofício, da oração. Preparar bem o ambiente com os símbolos necessários: velas, flores, bíblia, simbologia da realidade com qual está celebrando... Mas, sobretudo, preparar-se pessoalmente, fazendo um momento de silêncio e oração pessoal. Para tanto, pode-se utilizar músicas instrumentais, mantras.

Abertura

Os ofícios começam com versos bíblicos que nos ajudam a mergulhar na oração. São versos, frases Bíblicas que nos alertam, motivam e ajudam para este momento de encontro mais íntimo com os colegas, amigos... e com Deus. Pode-se, também, escolher cantos ou mantras que ajudam e convidam para entrar em oração.

Recordação da vida

A vida, os acontecimentos de cada dia, as pessoas, suas angústias e esperanças, suas tristezas e alegrias, as lembranças marcantes da história... São sinais de Deus.

Reservar um tempo para recordar a vida, partilhá-la com o próximo, lembranças e preocupações, é ajudar a tornar a oração verdadeira. Pois a oração não é separada de nossa vida; do nosso dia a dia.

É importante que a partilha seja feita em clima de espontaneidade. Quem anima pode perguntar: “O que aconteceu de importante nestes dias que gostaríamos de recordar?”, Há alguma lembrança, que os irmãos e irmãs gostariam de partilhar? Ou “Quais foram os fatos, os acontecimentos, as situações e as pessoas que marcaram nossas vidas nesta semana? Pode-se ao final, realçar as possíveis ligações entre os fatos e os sinais da presença de Deus.

Hino

O Hino no ofício é um canto diferente. Tem o objetivo de expressar de maneira poética e popular a relação do mistério pascal de Jesus, e ou do tempo litúrgico. O grupo tem a liberdade de escolher outros hinos, valorizando os “hinos da juventude”, os hinos da caminhada latino americana” e os “hinos da música popular brasileira”, sem perder o sentido de explicar o mistério celebrado.

Salmo

É um dos elementos centrais no Ofício Divino. São poemas, preces, cânticos,... que acompanham o povo de Deus a caminho da terra prometida e foram a oração de Jesus, de Maria, das primeiras comunidades cristãs. Podem trazer as alegrias, esperanças, o amor, a indignação, sofrimentos...

Leitura Bíblica

Em cada oração do ofício está prevista uma leitura bíblica. Pode-se escolher uma leitura breve ou a leitura do dia, que deverá ser lida na Bíblia. Outra sugestão é a de escolher leituras próprias para as festas e memórias dos santos e santas.

É importante, após a leitura do texto bíblico, tomar um tempo para fazer silêncio e repassar no coração o que ouvimos ao recordarmos as coisas da vida e ao escutarmos as Sagradas Escrituras. Após um tempo suficiente de silêncio, pode-se partilhar sentimentos, apelos, impressões, que a Palavra de Deus fez surgir em nós.

Quando a leitura é do evangelho costuma-se cantar um canto de aclamação antes e depois da leitura.


Meditação

Depois da leitura há um tempo para meditação, tempo de deixar a palavra entrar mais profundamente no coração e na alma, indo ao encontro com a nossa experiência de vida. Após esse tempo de silêncio pode-se realizar uma partilha de sentimentos, compromissos que a palavra fez surgir em nós.

Cânticos do Evangelho

Pela manhã, por antiga tradição, se canta o cântico de Zacarias (Lucas 1,68-79), ao despontar para nós o Sol da justiça; á tarde, o Cântico de Maria (Lucas 1,46-55), dando graças ao pai por sua manifestação na História; e à noite, o Cântico de Simeão (Lucas 2,19-32), na grata e serena alegria de quem viu a salvação acontecer.

Preces, Pai Nosso, Oração

Louvar, agradecer, pedir, interceder pelas pessoas é tarefa de cada comunidade cristã. Pode-se fazer às que já estão propostas no ofício, ou ainda, elaborar espontaneamente as preces. Ao final das preces, todos cantam, ou rezam, o Pai Nosso. Ao final do Pai Nosso, o(a) coordenador(a) pode confluir as preces com uma breve oração.

Benção

Nesse momento, pedimos a Deus que nos conceda a sua benção e a sua força na luta, do dia a dia, que continua. Poder-se-á recorrer a intercessão dos(as) Santos e Santas conhecidos(as) para que intercedam a Deus por nós. Os jovens gostam de terminar o ofício com um canto, uma ciranda ou abraço da paz.





quarta-feira, 23 de junho de 2010

Descobrir no silêncio a Palavra



"Quem possui a palavra de Jesus, este em verdade, pode ouvir o seu silêncio, a fim de ser perfeito". Esta encantadora afirmação de Santo Inácio de Antioquia, Bispo e Mártir do século I, é cheia de profundo significado.

Estamos acostumados a buscar o Senhor na sua Palavra. Obviamente, Palavra do Senhor são as Escrituras . Mas, as palavras do Senhor para nós, de certo modo, é tudo quanto nos vai acontecendo e nos fazendo divisar a presença de Deus, que conduz a nossa vida. Isso é um grande passo: aprender a escutar o Senhor nas suas palavras...

Mas, há ainda um passo maior, mais perfeito: é quando não compreendemos, quando tudo parece sem sentido, noite fechada, quando tudo parece silêncio de Deus para nós... Quando, angustiados e quase sufocados, exclamamos: "Onde está Deus? Cristo meu, por que te escondes?" O silêncio de um fracasso, de uma doença absurda, de uma humilhação, de uma falta, de uma chaga moral... Também aí, é necessário aprender a escutar Aquele que nos fala na Palavra e nos fala no Silêncio: "Quem possui a palavra de Jesus, este em verdade, pode ouvir o seu silêncio, a fim de ser perfeito" - este o sentido da frase de Santo Inácio. Quando escreveu tal pérola preciosa, ele mesmo estava sendo levado para Roma por dez soldados, para ser jogado às feras. Ele, santo Bispo e Mártir de Cristo, foi perfeito, pois soube escutar o Senhor na Palavra e no tremendo Silêncio... Aliás, para isso escutamos tanto a Palavra do Senhor: para na hora do seu Silêncio aprendermos a ouvi-lo também aí...

Concede-nos, Cristo-Deus, esta graça! A ti a glória!

Fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/arch2006-01-15_2006-01-21.html

Passos para a oração de meditação



1- DISPOR-SE
Esolho um texto bíblico. Defino a duração da oração. Busco um lugar tranquilo e agradável que ajude a me concentrar. Encontro uma bos posição corporal.

2- PREPARAR-SE
Faço silêncio interior e exterior. Respiro lentamente, suavemente. Tomo consiência de que estou na presença de Deus. Faço com devoção o sinal da cruz.

3- SITUAR-SE
Peço a Deus Nosso Senhor para que todos os meus desejos, pensamentos e sentimentos estejam voltados unicamente para o seu louvor e serviço. Peço a Graça que verdadeiramente desejo receber de Deus.

4- MEDITAR
Leio o texto devagar, saboreando as palavras que mais me "tocam". Reflito por que esta frase, palavra, idéia me chama a atenção. Converso com Deus como um amigo: falo, escuto, peço, louvo, pergunto, silêncio, seguindo os sentimentos experimentados na oração.

5- REVISAR
Recordo o meu encontro com Deus. Anoto o que foi mais importante na oração: o texto mais significativo (palavras, frases e imagens); os pensamentos predominantes; os sentimentos de consolação ou desolação; se houve apelos e como me senti diante deles.
Foto: http://www.vocacionesjesuitas.blogspot.com/

terça-feira, 22 de junho de 2010

Oração de Santo Inácio



Tomai Senhor, e recebei
Toda minha liberdade,
A minha memória também.
O meu entendimento
E toda minha vontade.
Tudo que tenho e possuo,
Vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes,
Com gratidão vos devolvo:
Disponde deles, Senhor,
Segundo vossa vontade.
Dai-me somente
O vosso amor, vossa graça.
Isto me basta,
Nada mais quero pedir.

A Árvore


VÓS SOIS ÁRVORES DE DEUS!
Vós sois como árvores! A vossa fé é como as raízes da árvore, que a ancoram no chão. Pode abalar-se um tornado, uma tempestade, mas a árvore não sairá do canto, pois estará firme no chão. Seja assim a vossa fé, que não se abale ou se acabe pelos golpes da vida que, aliás, estão aí para lhe testar. A vossa sabedoria é como o caule da árvore, que a faz crescer, e ficar cada vez mais perto do céu. Será a vossa sabedoria que lhe destacará, ou não, em meio de muitos: quanto maior é o caule da árvore, mais visível e destacada ela será em meio de uma floresta. Os frutos dessa árvore é o vosso trabalho, quanto maior, e mais gostoso mais apreciável será essa árvore. Enquanto que uma árvore que não é frutífera de nada serve a não ser para virar lenha, queimando no fogo até virar carvão! Assim sois vós, se não derem bons frutos queimarão nas chamas perpétuas.
Vosso carisma são as flores da árvore, quanto mais belas, exuberante, abundantes, mais querida e agraciável essa árvore será; tornando-se motivo de procura, e de beleza entre outras tantas. Não sejam brutos, pois o céu é como uma frágil taça de vinho, de fores brusco de mais com ela é capaz de quebrá-la e nunca mais repor inumerável quantidade de pedaços. A copa é a compreensão. Quanto maior a copa da árvore, mais provável de ela ter fruto; amimais farão dela casa, e pessoas, do dia de tempestade a farão de abrigo. Em quanto não saber acolher o outro, não saberá também acolher a Deus. A vossa obra é a semente da árvore. A semente gera uma nova árvore, pequeno compartimento vegetal que gera tão grandiosa árvore; assim é o vossa obra, aparentemente pequena, mas que gera uma tão bela surpresa!
Por fim a água que banha e alimenta essa árvore é a palavra de deus, sem ela tal árvore não terá raízes que a sustente, o caule será uma pequena rama, não dará flores, logo nem frutos ou sementes! Terá uma pequena copa, e logo será tragado e secará, morrendo. Cuidado, não se esqueçam de aguar a vós mesmos!