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segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Anunciação do Senhor
Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.
Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, como afirmou o Papa São Leão Magno: "A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade."
Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:
"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’" (cf. Lc 1,26-38).
Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: "Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.
Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:
"Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".
25 de Março
Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, como afirmou o Papa São Leão Magno: "A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade."
Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:
"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’" (cf. Lc 1,26-38).
Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: "Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.
Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:
"Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".
domingo, 13 de março de 2011
I DOMINGO DA QUARESMA
Através de Adão todos morreram. Através de Cristo todos vieram à Vida.
Primeira Leitura > Gn 2,7-3,7
Segunda Leitura > Rm 5, 12-19
Evangelho > Mt 4, 1-11
Um dia desses fazia sol no Édem. Era mais um dia ensolarado no jardim. Eva não tinha nada para fazer, aliás, até tivesse: decidia qual nome iria dar à galinha. Deu galinha. Bem, mas enquanto Eva se questionava sobre sua vida maravilhosa, ele recebe uma visita inesperada: a Serpente. Eva se surpreende, não era comum da serpente por aquelas bandas. Seria linda a história se fosse assim. mas não é. A serpente se aproximou da mulher não porque ela não tinha nada a fazer, mas justamente pelo contrário. Eva tinha sim um afazer, era a guardiã da Ávore-do-centro-do-jardim ! A serpente era astuta, sabia disso. Sabia que deus dera à Adão cuidar de todo o jardim e à Eva cuidar daquela árvore tão especial. A serpente tinha conhecimento disso. Imagino eu que desde o momento em que Deus mandara à Mulher guardar aquela planta ela não a tenha tirado de sua cabeça. Talvez até fosse o centro de sua vida: guardar a árvore-do-centro-do-jardim de quem Deus. Lá estava Eva, vigiando a árvore não contra alguem, mas dela mesma. Então aparece a astuta cobra. E ela questiona à mulher o que ela fazia alí, parada, atenciosa à uma árvore em meio a tantas outras mais belas?
A astuta pergunta porque Deus a proíbe de comer do fruto... Eva lhe dá uma clara resposta: pois se não vamos morrer. Mentira! replica a cobra. Como? Inocente Eva! Se ela soubesse em que acarretaria seu ato! Mas sabia. fez. Deus, ao saber do ocorrido, ao saber que seu único pedido fora quebrado pela fraqueza da mulher, fica triste. Observem que Deus não mata instantaneamente a sua obra, mas lhe dá um tempo para pensarem e sentirem as consequências de suas ações.
Mas esta história possui um final feliz: Cristo jesus. Cristo é o novo Adão.
No Evangelho de hoje está claro: A antiga serpente agora parece em sua forma real: o tentador, o recalcado, o encardido, o Demônio. Jesus é Adão. O Paraíso dá lugar ao deserto. As tentações são as mesmas. as respostas ao tentados diferentes.
Em Gênesis a serpente oferece o conhecimento e o poder (a igualação a Deus)
No Evangelho o encardido oferece o poder e o domínio sobre os reinos da terra.
Mas jesus mostrou ao tentador que é que manda: Nosso Deus!
Peçamos nesse 1º Domingo da quaresma a graça de superarmos as tentações, sejam da carne ou do espírito seja as comunitárias e as particulares. Penetremos nesse grande deserto e vigiemos a árvore da vida. Rezemos também pelos irmãos do Japão que sofrem com os gritos de agonia de nosso lindo planeta. A todos um bom domingo e uma penitente semana.
Paz e bem.
sábado, 12 de março de 2011
Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?
A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral, visando a transformação das injustiças sociais.
Desta forma, a Campanha da Fraternidade é a maneira que a Igreja no Brasil celebra a Quaresma em preparação á Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada á Páscoa do Senhor.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Tríduo da memória de Santa Escolástica Parte 1
Dia 10 de fevereiro a igreja celebra Santa escolástica. Por isso estou preparando este tríduo em que junto à esperiência de Deus que fez escolástica possamos aprofundar a nossa fé e melhorara a nossa própria experiência.
Escolástica nasceu em 480 dC e era irmã gêmea de São Bento de Núrsia, fundador da Ordem dos Beneditinos. Quase nada é conhecido sobre ela a não ser algumas passagens escritas pelo Papa São Gregório Magno, um grande estudioso dos santos. Em seus “Diálogos” ele destaca Escolástica como dedicada a Deus desde pequena e descreve que quando Bento estabeleceu seu monastério em Monte Cassino, ela fundou um convento em Plombariola, cerca de 7 km de distancia ao sul. O convento é tido como sendo sob a direção de Bento e sua Regra, assim ela é considerada a primeira freira beneditina.
As regras das duas casas eram praticamente as mesmas e eram proibidos de entrarem, um na casa do outro.
Apenas se encontravam uma vez por ano para discutir as matérias espirituais de grande importância para ambos, ela teria ajudado a ele a escrever a “Regra de São Bento”, que é seguida até hoje pelos beneditinos.
Gregório conta que no último encontro dos dois, eles passaram o dia em conforto mútuo e Bento sabia que seria a última vez que estariam juntos na terra. Escolástica também havia pressentido que seria seu último dia com ele, e pediu, então, que ele passasse a tarde e parte da noite com ela. Bento rispidamente recusou, por não querer quebrar a sua própria regra que proibia, sem um motivo de força maior, passar uma noite fora do monastério. Santa Escolástica chorou copiosamente e colocando sua cabeça sobre uma mesa pediu a Deus que a ajudasse e repentinamente uma forte tempestade desabou sobre o local, impedindo Bento e seus companheiros de retornarem ao mosteiro.
Disse Bento, na ocasião:
“Deus todo poderoso, perdoai minha irmã pelo que ela fez.”
Escolástica retrucou:
“Eu pedi um favor a você e você recusou, assim, eu pedi a Deus e ele não recusou. Ele me concedeu o que pedi!”
Logo após seu retorno a Monte Cassino, Bento teve uma visão da alma de Escolástica saindo de seu corpo na forma de uma pomba. Ela veio a falecer três dias depois, em 543. Ele colocou seu corpo em uma tumba que havia preparado para si próprio e deu ordem para que ele também fosse ali enterrado. As relíquias dela foram trasladadas pelo monge Adrevaldo para um Santuário na Igreja de São Pedro em Le Mans, França. Isto teria sido feito quando as relíquias de São Bento foram trasladadas para Fleury. Em 1562 o santuário foi preservado da destruição pelos Huguenotes.
Alguns dizem que nós devemos pedir a Deus somente coisas importantes, mas o amor de Deus é tão grande que Ele nos dá todas as boas coisas que desejamos. Ele ouve nossas preces, nossos louvores e nossos agradecimentos. Nada é tão grande ou trivial para Deus. Santa Escolástica é obviamente uma daquelas que aprendeu a lição do amor de Deus ao pedir a ele uma tempestade no momento certo.
Na arte litúrgica da Igreja, Santa Escolástica é mostrada como uma freira segurando um crucifixo; ou 2) mostrada com Santa Justina de Pádua; ou 3) recebendo o véu de São Bento; ou 4) com sua alma deixando o corpo como uma pomba; ou 5) com uma pomba a seus pés ou; 6) ajoelhada junto a cela de São Bento.
Ela é invocada contra tempestades e é a padroeira de Monte Cassino.
[Fonte: http://gentedefe.com/quemmeseguroufoideus/2010/02/10/santa-escolastica/]
Olhe Mais:
Grandes Santos da história,
Liturgia e Festas,
Santa Escolástica
domingo, 6 de fevereiro de 2011
5º DOMINGO COMUM|Três propostas...
Is 58,7-10
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
Assim diz o Senhor: 7Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne.
8Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá.
9Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: “Eis-me aqui”. Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.
1ºCor2,1-5
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
1Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor.
4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens.
Mt 5,13-16
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa.
16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.
TRÊS PROPOSTAS...
O evangelho de hoje, as leituras, enfim, a liturgia nos propõe alguns caminhos, todos audaciosos. Jesus nos faz a pergunta: o que preferes? São paulo e Isaias completam essa idéia:
1ª proposta: Ser Luz acesa e brilhar para a humanidade.
Como? a resposta dos é dada pelo profeta:"Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne."
2ª proposta: Ser sal e dar gosto à vida, temperar com o tempero verdadeiro. Como? Novamente o profeta diz: " Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia."
3ª proposta: Ser luz, sim, mas não brilhar. acovardar-se em meio às trevas do mundo e atruviar-se frente o desgosto que há. para isso é apenas nessátio entender porque ser luz e porque ser sal, e tal resposta nos é dada pelo apóstolo:"para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens."
terça-feira, 19 de outubro de 2010
19|Out Festa de São Paulo da Cruz
Nasceu em Ovada (Itália) em 1694, de piedosos pais, que muito educaram o filho no Cristianismo. Foi o segundo de 16 filhos. Quando jovem de oração e contemplativo, fez uma aliança com colegas, a fim de meditarem a Paixão e morte de Jesus.
De início, trabalhou com o pai e não sentia o chamado ao sacerdócio, mas, ao apostolado. Aos 19 anos, ouvido uma exortação do pároco, sentiu-se profundamente comovido e resolveu entregar-se inteiramente ao serviço de Deus. Assim, partilhou com um Bispo, o impulso de propagar a devoção à Paixão e morte daquele que morreu por amor à humanidade e salvação de cada um.
Enviado pelo Bispo, tornou-se instrumento de conversão para milhares, até que o Bispo ordenou-o sacerdote e, mais tarde, o Papa deu a licença para aceitar candidatos em seu Noviciado.
Nasceu desta maneira a Congregação dos Padres Passionistas, com a finalidade de firmar nos corações dos fiéis um grande amor à Paixão e morte de Nosso Senhor, através das missões populares. Além da Congregação dos Passionistas, fundou também um instituto feminino de estrita clausura: as Irmãs Passionistas.
Profundo devoto da Sagrada Paixão, o fundador São Paulo da Cruz desde que começou o apostolado sozinho não abandonou o hábito preto, a cruz branca e as duras penitências, como se alimentar de pão e água e dormir no chão. Depois de muito evangelizar (também através de seus muitos escritos) e alcançar milagres para o povo, associou-se à Cruz e à Nossa Senhora das Dores, para entrar como vitorioso no Céu em 1775, somando 81 anos de idade. O Papa Pio IX canonizou-o em 1867. O seu corpo venera-se na basílica dos santos João e Paulo.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Que foi São Lucas?
Estamos em festa na liturgia da Igreja, pois lembramos a vida e o testemunho do evangelista São Lucas. Uma figura simpática do Cristianismo primitivo, homem de posição e qualidades, de formação literária e de profundo sentido artístico divino. Nasceu em Antioquia da Síria, médico de profissão foi convertido pelo apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão. Colaborador no apostolado, o grande apóstolo dos gentios em diversos lugares externa a alta consideração que tinha por Lucas, como portador de zelo e fidelidade no coração. Ambos fazem várias viagens apostólicas, tornando-se um dos primeiros missionários do mundo greco-romano. Tornou-se excepcional para a vida da Igreja por ter sido dócil ao Espírito Santo, que o capacitou com o carisma da inspiração e da vivência comunitária, resultando no Evangelho segundo Lucas e na primeira história da Igreja, conhecida como Atos dos Apóstolos. No Evangelho segundo Lucas, encontramos o Cristo, amor universal, que se revela a todos e chama Zaqueu, Maria Madalena, garante o Céu para o "bom" ladrão e conta as lindas parábolas do pai misericordioso e do bom samaritano. Nos Atos dos Apóstolos, que poderia também se chamar Atos do Espírito Santo, deparamos com a ascensão do Cristo, que promete o batismo no Espírito Santo, fato que se cumpre no dia de Pentecostes, e é inaugurada a Igreja, que desde então vem evangelizando com coragem, ousadia e amor incansável todos os povos.
Uma tradição - que recolheu no séc. XIV Nicéforo Calisto, inspirado numa frase de Teodoro, escritor do séc. VI - diz-nos que São Lucas foi pintor e fala-nos duma imagem de Nossa Senhora saída do seu pincel. Santo Agostinho, no séc. IV, diz-nos pela sua parte que não conhecemos o retrato de Maria; e Santo Ambrósio, com sentido espiritual, diz-nos que era figura de bondade. Este é o retrato que nos transmitiu São Lucas da Virgem Maria: o seu retrato moral, a bondade da sua alma. O Evangelho de boa parte das Missas de Maria Santíssima é tomado de São Lucas, porque foi ele quem mais longamente nos contou a sua vida e nos descobriu o seu Coração. Duas vezes esteve preso São Paulo em Roma e nos dois cativeiros teve consigo São Lucas, "médico queridíssimo". Ajudava-o no seu apostolado, consolava-o nos seus trabalhos e atendia-o e curava-o com solicitude nos seus padecimentos corporais. No segundo cativeiro, do ano 67, pouco antes do martírio, escreve a Timóteo que "Lucas é o único companheiro" na sua prisão. Os outros tinham-no abandonado. O historiador São Jerônimo afirma que Lucas viveu a missão até a idade de 84 anos, terminando sua vida com o martírio. Por isso, no hino das Laudes rezamos: "Cantamos hoje, Lucas, teu martírio, teu sangue derramado por Jesus, os dois livros que trazes nos teus braços e o teu halo de luz". É considerado o Padroeiro dos médicos, por também ele ter exercido esse ofício, conforme diz São Paulo aos Colossenses (4,14): "Saúda-vos Lucas, nosso querido médico".
Fonte: [http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php]
FESTA DE S. LUCAS
Cor Liturgica|Vermelho
Ofício|Da memória
Prefácio |Dos Evangelistas
EVANGELHO (Lucas 10,1-9)
Naquele tempo 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.
3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cum primenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Per ma necei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrar des numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘o Reino de Deus está próximo de vós’”.
domingo, 17 de outubro de 2010
29º DOMINGO COMUM (Parte I)

LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA (Êxodo 17,8-13)
Leitura do livro do Êxodo.
Naqueles dias, 8os amalecitas vieram atacar Israel em Rafidim.
9Moisés disse a Josué: “Escolhe alguns homens e vai combater contra os amalecitas. Amanhã estarei, de pé, no alto da colina, com a vara de Deus na mão”.
10Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado e combateu os amalecitas. Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina. 11E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec.
12Ora, as mãos de Moisés tornaram-se pesadas. Pegando então uma pedra, colocaram-na debaixo dele para que se sentasse, e Aarão e Ur, um de cada lado, sustentavam as mãos de Moisés. Assim, suas mãos não se fatigaram até ao pôr-do-sol, 13e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada.
SEGUNDA LEITURA (2º Timóteo 3,14-4,2)
Leitura da segunda Carta de São Paulo a Timóteo.
Caríssimo: 14Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. 15Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus.
16Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, 17a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra.
4,1Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os mortos, e em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com insistência: 2proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina.
EVANGELHO (Lucas 18,1-8)
Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo:
2”Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’
4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’”
6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar?
8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Viva nossa Padroeira, viva nossa Mãe!
Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).
Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.
Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.
A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.
Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).
No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.
O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.
Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.
Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o "maior Santuário Mariano do mundo".
FONTE: [http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php]
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Tempo Comum - 2ª parte
As leituras dos dias de semana do Tempo Comum
Quando não são próprias, as leituras dos dias de semana (segunda a sábado) seguem o seguinte critério: anos ímpares e anos pares.
O objetivo é este: no intervalo de dois anos, quem participa da missa todos os dias terá uma visão geral de todos os livros da Bíblia, pois se lêem as partes mais importantes. O Salmo responsorial sempre sintoniza com a leitura. Nos anos ímpares (2009...2011...2013...) , a leitura é tirada destes livros: Hebreus, Gênesis, Eclesiástico, Tobias, 2Coríntios, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1Tessalonicenses, Colossenses, 1Timóteo, Esdras, Ageu, Zacarias, Neemias, Baruc, Jonas, Malaquias, Joel, Romanos, Sabedoria, 1Macabeus, 2Macabeus e Daniel. Nos anos pares (2008, 2010, 2012...): 1Samuel; 2Samuel, 1Reis, Tiago, 1Pedro, Judite, 2Pedro, 2 Timóteo, 2Reis, 2Crônicas, Lamentações, Amós, Oséias, Isaías, Miquéias, Jeremias, Naum, Habacuc, Ezequiel, 2Tessalonicenses, 1Coríntios, Provérbios, Eclesiastes, Jó, Gálatas, Efésios, Filipenses, Tito, Filemon, 2João, 3João, Apocalipse.
Evangelhos dos dias de semana do Tempo Comum
Foram organizados na forma de leitura contínua dos evangelhos sinóticos, na seguinte ordem: Marcos: da 1ª a 9ª semana; Mateus|: da 10ª a 21ª; Lucas: da 22ª à 34ª semana. Por ser leitura contínua, não existe ligação temática entre a leitura e o evangelho do dia.
Festas e solenidades do Senhor dentro do Tempo Comum
2 de fevereiro, festa da Apresentação do Senhor, solenidade da Santíssima Trindade; solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – Corpus Christi; solenidade do Sagrado Coração de Jesus; festa da Transfiguração do Senhor (6 de agosto); festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro), festa da Dedicação da Basílica do Latrão (9 de novembro) e solenidade de Cristo Rei, no 34º domingo do Tempo Comum. As festas da Apresentação do Senhor, da Transfiguração, da Exaltação da Santa Cruz e da Dedicação da Basílica do Latrão, quando caem de domingo, têm a precedência.
Fonte: Coleção Por que Creio - Pe. José Bortolini
O Tempo Comum, em tese, é o tempo de sair da Igreja templo e convocar a igreja povo; é tempo de ser missionário e de celebrar um Jesus médico e catequista. É o tempo de cantar a eucaristia no meio do povo e de educar, mais que em qualquer outra época do ano um jesus presente no rosto do povo trabalhador, doente e à espera de uma palavra de conforto e de paz.
Tempo Comum - 1ª parte
CELEBREMOS UM NOVO TEMPO: TEMPO COMUM
Cor usada no Tempo Comum
A cor usada no Tempo Comum é o verde, a cor da esperança. A primavera, a ecologia, o cuidado pela natureza nos ajudam a entender e a vivenciar esse tempo. Todavia, nem sempre se usa o verde dentro desse tempo. Quando celebramos a memória de um santo, o verde cede o lugar. Por exemplo: dia 20 de setembro celebra-se a memória dos santos mártires André Kim Taegón e seus Companheiros. A cor é vermelha, símbolo do martírio. Quando celebramos um santo (uma santa) não-mártir, usa-se o branco. Exemplo: 23 de agosto, festa de Santa Rosa de Lima, virgem.
Início do Tempo Comum
O Tempo Comum começa logo após o fim do Ciclo do Natal, que se encerra com a festa do Batismo do Senhor. A segunda-feira seguinte é a segunda-feira da 1ª semana do Tempo Comum. Visto que a Páscoa é festa móvel, também o início da Quaresma, na Quarta-feira de Cinzas, muda de data a cada ano. Os domingos (e semanas) entre o Batismo do Senhor e o começo da Quaresma são domingos e semanas do Tempo Comum. Vamos ver isso de perto.
Em 2008, a Quarta-feira de Cinzas caiu no dia 6 de fevereiro. Da festa do Batismo do Senhor ao dia 5 de fevereiro há 4 semanas do Tempo Comum. Nesse ano, Pentecostes foi celebrado no dia 11 de maio. O Tempo Comum foi retomado no dia 12 – da 6ª semana até a 34ª. No dia 30 de novembro iniciou-se o novo Ano Litúrgico.
Em 2009, a Quarta-feira de Cinzas cai no dia 25 de fevereiro. Da festa do Batismo do Senhor ao dia 24 de fevereiro há 7 semanas do Tempo Comum. Neste ano, Pentecostes é celebrado no dia 31 de maio. O Tempo Comum é retomando no dia 1º de junho – da 9ª semana até a 34ª. No dia 29 de novembro, inicia-se o novo Ano Litúrgico.
Em 2010, a Quarta-feira de Cinzas cai no dia 17 de fevereiro. Da festa do Batismo do Senhor ao dia 16 de fevereiro há 6 semanas do Tempo Comum. Neste ano, Pentecostes é celebrado no dia 23 de maio. O Tempo Comum é retomado no dia 24 – da 8ª semana até a 34ª. No dia 28 de novembro, inicia-se novo Ano Litúrgico.
Você deve ter notado que em 2009 não há 8ª semana, e em 2010 não há 7ª semana. São “acomodações” para fechar sempre o Tempo Comum em 34 semanas.
O Tempo Comum – encerramento do Ano Litúrgico – termina sempre com a solenidade de Cristo Rei. É o modo mais significativo de encerrar a caminhada, celebrando a realeza cósmica de Jesus Cristo.
Evangelhos dos domingos do Tempo Comum
Foram organizados em três anos, um para cada evangelho:
Ano A: Mateus. Ano B: Marcos. Ano C: Lucas. Quando uma festa ou solenidade é mais importante que o Tempo Comum, proclama-se o evangelho da festa ou solenidade. Por exemplo, São Pedro e São Paulo, Assunção de Nossa Senhora...
O evangelho de João entra sobretudo no Ciclo da Páscoa. Mas participa discretamente também no Tempo Comum: no 2º domingo dos três anos (Ano A: João 1, 29-34; Ano B: João 1,35-42; Ano C: João 2, 1-11). No Ano B, João substitui Marcos do 17º ao 21º domingo, quando se proclama o capítulo 6 de João. No 22º domingo retorna Marcos, mas cede lugar a João 18, 33-37 no 34º domingo.
A 1ª leitura dos domingos do Tempo Comum é sempre do Antigo Testamento, e tematicamente “prepara o terreno” para o evangelho. O Salmo responsorial sempre sintoniza com a 1ª leitura. A 2ª leitura é sempre do Novo Testamento. É leitura contínua dos principais trechos das Cartas e Apocalipse. Nem sempre a 2ª leitura combina estreitamente com a 1ª e o evangelho.
Um dos objetivos dessa organização é fornecer, no intervalo de três anos, uma visão integral de Mateus, Marcos e Luc
domingo, 27 de junho de 2010
Nossa Amada Mãe de Deus
A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada a partir de 1870 e espalhou-se por todo o mundo. Trata-se de uma pintura do século XIII, de estilo bizantino. Segundo a tradição, foi trazida de Creta, Grécia, por um negociante. E, desde 1499, foi honrada na Igreja de São Mateus in Merulana..
Em 1812, o velho Santuário foi demolido. O quadro foi colocado, então, num oratório dos padres agostinianos. Em 1866, os redentoristas obtiveram de Pio IX o quadro da imagem milagrosa. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi colocada na Igreja de Santo Afonso, em Roma. De semblante grave e melancólico, Nossa Senhora traz no braço esquerdo o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz. Ela é a Senhora da morte e a Rainha da Vida, o Auxílio dos cristãos, o Socorro seguro e certo dos que a invocam com amor filial.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Nascimento de João Batista
Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.
São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.
Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: "João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre".
O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: "Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo" (Mateus 3,11).
Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa.
São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.
O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: "Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista" (Mateus 11,11).
Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Jovem, Levanta-te! |Lucas7,14|

Após o longo período da Páscoa, este é o primeiro domingo do tempo Comum. Após vivermos e celebrarmos mistérios como a ressurreição, ascensão e pentecostes, além da santíssima trindade e do corpo de Cristo, a igreja nos propõe um olha a nós mesmos, em busca de uma simples resposta: Estou vivo ou morto? Minha alma vive, ou está morta? Uma pergunta simples e pessoal, o que me faz viver verdadeiramente? O que me faz sentir e admirar os mistérios cristãos?
Vivemos numa sociedade onde o conceito para vida é a aderência às drogas e aos vícios da morte. Corporalmente vivemos, mas a alma de nossa sociedade está morta. Quantos jovens se drogam? Quantos homens públicos roubam e desviam o dinheiro público, em vista do próprio bem?! Será que uma pessoa drogada vive plenamente? Será que o DOM DA VIDA está sendo utilizado da maneira como nos foi destinado? Não, infelizmente não vivemos mais. Não nos vestimos pelo nosso gosto, seguimos a moda. Não assistimos o que gostamos, apenas vemos o programa com mais ibope. Não lemos o que gostamos de ler, lemos o best-seller. mas Cristo vem nos mostrar que podemos sim sair desta situação de morte e viver plenamente segundo o amor de Deus.
"Elias tomou o menino, desceu com ele do aposento superior para o interior da casa, e entregou-o à sua mãe, dizendo: "Eis aqui o teu filho vivo"
1º Reis17,23
Elias é um profeta sensacional, e no qual todos nós, cristãos deveríamos nos espelhar. Elias nunca se conformou com os poderes opressores, nunca calou a boca quando tinha que falar e nunca desistiu da profecia. Perseguido, foi acolhido na casa de uma viúva. Seu filho morre, e ela fica muito triste. Isso até hoje acontece conosco: quantas mães não perdem seus filhos para as drogas? Para a Aids? Para a violência? numa briga de gangue, num tiroteio ou por tantas outras Mortes que nossa sociedade propõe?!
"Eu te ordeno, levanta-te!" Lc 7,14
Mas Jesus, assim como Elias não se conforma com a opressão social, com a morte social, ele não é um Deus de morte, ele é um Deus de Vida, e não admite, não concorda com a opressão, com a morte, ele quer a vida, quer a ressurreição. Nunca desista de rezar, de lutar contra as drogas, contra o crack, a maconha, o álcool, a violência. Todas estas coisas são sinais de morte, Jesus é sinal de vida, sinal de restauração, de vida. Sejamos cristãos como Elias, que ressuscita os mortos, que tira o rapaz das trevas (dragas, violência) e dá a luz a seus olhos, dá vida nova, Jesus.
"Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça .se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue" Galatas1, 15 e 16
Paulo em sua carta ao Gálatas admite sua péssima conduta antes de sua conversão e diz que tudo o que escreve é obra de Deus, não dele. Paulo é o melhor exemplo de uma pessoa que vivia na morte e,através do conhecimento íntimo com Jesus viveu para a vida plenamente. E Paulo conta o segredo de viver uma vida de Vida plena: Não ouvir as coisas da carna, mas coisas de Deus... Paulo dá ainda uma última pista importante para vivermos uma vida plena: somos escolhidos desde o ventre materno. Nascemos para a vida verdadeira, não para nos iludirmos com desejos e coisas da carne.
Bom Domingo, e uma santa semana! (10ª comum...!)
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