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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Bem Aventurado Francisco e Beata Jacinta


No ano de 1908, nasceu Francisco Marto. Em 1910, Jacinta Marto. Filhos de Olímpia de Jesus e Manuel Marto. Eles pertenciam a uma grande família; e eram os mais novos de nove irmãos.

A partir da primavera de 1916, a vida dos jovens santos portugueses sofreria uma grande transformação: as diversas aparições do Anjo de Portugal (o Anjo da Paz) na "Loca do Cabeço" e, depois, na "Cova da Iria". A partir de 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceria por 6 vezes a eles.

O mistério da Santíssima Trindade, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, a intercessão, o coração de Jesus e de Maria, a conversão, a penitência... Tudo isso e muito mais foi revelado a eles pelo Anjo e também por Nossa Senhora, a Virgem do Rosário.

Na segunda aparição, no mês de junho, Lúcia (irmã de Jacinta e Francisco) fez um pedido a Virgem do Rosário: que ela levasse os três para o Céu. Nossa Senhora respondeu-lhe: "Sim, mas Jacinta e Francisco levarei em breve". Os bem-aventurados vivenciaram e comunicaram a mensagem de Fátima. Esse fato não demorou muito. Em 4 de abril de 1919, Francisco, atingido pela grave gripe espanhola, foi uma das primeiras vítimas em Aljustrel. Suas últimas palavras foram: "Sofro para consolar Nosso Senhor. Daqui, vou para o céu".

Jacinta Marto, modelo de amor que acolhe, acolheu a dor na grave enfermidade, tendo até mesmo que fazer uma cirurgia sem anestesia. Tudo aceitou e ofereceu, como Nossa Senhora havia lhe ensinado, por amor a Jesus, pela conversão dos pecadores e em reparação aos ultrajes cometidos contra o coração imaculado da Virgem Maria. Por conta da mesma enfermidade que atingira Francisco, em 20 de fevereiro de 1920, ela partiu para a Glória.

No dia 13 de maio do ano 2000, o Papa João Paulo II esteve em Fátima, e do 'Altar do Mundo' beatificou Francisco e Jacinta, os mais jovens beatos cristãos não-mártires.

Beatos Francisco e Jacinta, rogai por nós!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tríduo da memória de Santa Escolástica Parte 1



Dia 10 de fevereiro a igreja celebra Santa escolástica. Por isso estou preparando este tríduo em que junto à esperiência de Deus que fez escolástica possamos aprofundar a nossa fé e melhorara a nossa própria experiência.


Escolástica nasceu em 480 dC e era irmã gêmea de São Bento de Núrsia, fundador da Ordem dos Beneditinos. Quase nada é conhecido sobre ela a não ser algumas passagens escritas pelo Papa São Gregório Magno, um grande estudioso dos santos. Em seus “Diálogos” ele destaca Escolástica como dedicada a Deus desde pequena e descreve que quando Bento estabeleceu seu monastério em Monte Cassino, ela fundou um convento em Plombariola, cerca de 7 km de distancia ao sul. O convento é tido como sendo sob a direção de Bento e sua Regra, assim ela é considerada a primeira freira beneditina.

As regras das duas casas eram praticamente as mesmas e eram proibidos de entrarem, um na casa do outro.

Apenas se encontravam uma vez por ano para discutir as matérias espirituais de grande importância para ambos, ela teria ajudado a ele a escrever a “Regra de São Bento”, que é seguida até hoje pelos beneditinos.

Gregório conta que no último encontro dos dois, eles passaram o dia em conforto mútuo e Bento sabia que seria a última vez que estariam juntos na terra. Escolástica também havia pressentido que seria seu último dia com ele, e pediu, então, que ele passasse a tarde e parte da noite com ela. Bento rispidamente recusou, por não querer quebrar a sua própria regra que proibia, sem um motivo de força maior, passar uma noite fora do monastério. Santa Escolástica chorou copiosamente e colocando sua cabeça sobre uma mesa pediu a Deus que a ajudasse e repentinamente uma forte tempestade desabou sobre o local, impedindo Bento e seus companheiros de retornarem ao mosteiro.

Disse Bento, na ocasião:

“Deus todo poderoso, perdoai minha irmã pelo que ela fez.”

Escolástica retrucou:

“Eu pedi um favor a você e você recusou, assim, eu pedi a Deus e ele não recusou. Ele me concedeu o que pedi!”

Logo após seu retorno a Monte Cassino, Bento teve uma visão da alma de Escolástica saindo de seu corpo na forma de uma pomba. Ela veio a falecer três dias depois, em 543. Ele colocou seu corpo em uma tumba que havia preparado para si próprio e deu ordem para que ele também fosse ali enterrado. As relíquias dela foram trasladadas pelo monge Adrevaldo para um Santuário na Igreja de São Pedro em Le Mans, França. Isto teria sido feito quando as relíquias de São Bento foram trasladadas para Fleury. Em 1562 o santuário foi preservado da destruição pelos Huguenotes.

Alguns dizem que nós devemos pedir a Deus somente coisas importantes, mas o amor de Deus é tão grande que Ele nos dá todas as boas coisas que desejamos. Ele ouve nossas preces, nossos louvores e nossos agradecimentos. Nada é tão grande ou trivial para Deus. Santa Escolástica é obviamente uma daquelas que aprendeu a lição do amor de Deus ao pedir a ele uma tempestade no momento certo.

Na arte litúrgica da Igreja, Santa Escolástica é mostrada como uma freira segurando um crucifixo; ou 2) mostrada com Santa Justina de Pádua; ou 3) recebendo o véu de São Bento; ou 4) com sua alma deixando o corpo como uma pomba; ou 5) com uma pomba a seus pés ou; 6) ajoelhada junto a cela de São Bento.

Ela é invocada contra tempestades e é a padroeira de Monte Cassino.
[Fonte: http://gentedefe.com/quemmeseguroufoideus/2010/02/10/santa-escolastica/]

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Paulo Míki | O Missionário do japão


>> Hoje é Domingo, então a igreja universal celebra o 5º Comum, mas eu, como amante da Companhia de jesus tinha que postar sobre paulo Míki, o Missionário jesuíta do Japão. Se para nós, brasileiros, que possuímos o livre direito de culto e expressão da fé -- e, é claro, somos 75% da população -- é difícil evangelizar, é difícil ser missionário, imagino ele, que viveu num lugar onde ser cristão é, para nós, ser de outro planeta... Que possamos segui-lo no heroísmo da missão.



São Paulo Míki nasceu em Kyoto, no Japão, no século XVI dentro de uma família cristã, nobre, que foi canal para que ele recebesse, ainda pequeno, a graça do batismo. A partir de então, buscou também viver a riqueza do “ser batizado”. Discerniu a sua vocação, entrou para a Companhia de Jesus, tornou-se um Jesuíta e correspondeu ao chamado do sacerdócio.
Profundo conhecedor tanto da cultura quanto da língua, foi um homem compadecido do seu povo. Como nos tempos de hoje, o Japão não tinha o Cristianismo como religião predominante, então, São Paulo Míki buscava responder à necessidade da evangelização pela oração e pela penitência. Com estratégias inspiradas pelo Espírito Santo, foi um homem dócil, de comunidade.
Ousado e corajoso, quando ergueu-se à perseguição do Cristianismo no Japão também acabou sendo preso, assim como seus companheiros; mas não arrefeceu na sua fé. Ele, que era um grande pastor e pregador, também no momento do confronto, indicou Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua religião como o único Salvador e a verdadeira religião; verdade que perdura para todos os tempos.
São Paulo Míki, assim como os companheiros de missão e outros cristãos fervorosos, deram testemunho com a vida e também com a mote.
Em Nagasaki, foram todos crucificados em 1595. Sementes para novos cristãos, desde a passagem de São Francisco Xavier já se contavam 300 mil cristãos no Japão. Depois, muito mais com testemunho desses 26 companheiros de Jesus.
Peçamos a intercessão deste santo para que o nosso relacionamento profundo com Deus se traduza em evangelização para a humanidade.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

ÁGUEDA, A MÁRTIRI


Virgem e mártir, Santa Águeda nasceu no século III numa família muito conhecida, em Catânia, na Sicília. Muito cedo, ela discerniu um chamado a Deus consagrando a sua virgindade ao Senhor, seu amado e esposo. A grande santa italiana foi uma jovem de muita coragem vivendo o Santo Evangelho na radicalidade num tempo em que o imperador Décio levantou contra o Cristianismo uma forte perseguição. Aqueles que não renunciassem ao senhorio de Cristo e não O desprezassem eram punidos com muitos sofrimentos até a morte.

Santa Águeda era consagrada ao Senhor, amava a Deus, mas foi pedida em casamento por um outro jovem. Claro, por coerência e por vocação, ela disse 'não'. Esse jovem, que dizia amá-la, a denunciou às autoridades. Ela foi presa e injustamente condenada. Que terríveis sofrimentos e humilhações!

Ela sempre se expressava com muita transparência e dizia que pertencia a uma família nobre, rica, conhecida, mas tinha honra de servir a Nosso Senhor, o seu Deus. De fato, para os santos, a maior honra e a maior glória é servir ao Senhor.

Entregaram-na a uma mulher tomada pelo pecado, uma velha prostituta para pervertê-la, mas esta não conseguiu, pois o reinado de Cristo se dava no coração de Águeda antes de tudo. Então, novamente, como num gesto de falsa misericórdia, perguntaram-lhe: “Então, o que você escolheu, Águeda, para a salvação?”. “A minha salvação é Cristo”, ela respondeu.

Os santos passaram por muitas dificuldades, mas, em tudo, demonstraram para nós que é possível glorificar a Deus na alegria, na tristeza, na saúde, na dor.

Em 254 foi martirizada e se encontra na eternidade, com seu esposo, Jesus Cristo, a interceder por nós
(Fonte: http://www.jovenssarados.com/?pg=noticia&id=737&ant=santo)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Beato Anchieta


Hoje a Igreja faz memória a um santo Jesuita, o primeiro missionário em terras brasileiras, José de Anchieta.
Nascido nas Ilhas Canárias, pertencente a uma grande família de 12 irmãos, o santo de hoje viveu no século XVI.
Por motivos de estudo, foi enviado para Coimbra – Portugal, local onde teve o primeiro contato com a Companhia de Jesus e com o testemunho de São Francisco Xavier.

Muitas coisas o levaram a discernir seu chamado à vida religiosa, e aos 17 anos diante de uma imagem de Nossa Senhora, ele fazia o seu compromisso de abandonar tudo e servir a Deus.

Anchieta entrou na Companhia de Jesus em 1551, fez um noviciado exigente, e mesmo com a saúde frágil fez os seus votos de castidade, pobreza e obediência, em 1553. Neste mesmo ano foi enviado para o Brasil, e chegando na Terra de Santa Cruz ele pôde evangelizar.

Ainda não era sacerdote. Estudava Filosofia, Teologia, e sempre evangelizando, dando aulas, indo ao encontro dos indígenas. Respeitava a cultura do povo, conheceu a língua Tupi-Guarani para melhor evangelizar.

Homem fiel à santa doutrina, à sua congregação e acima de tudo, fiel ao Espírito Santo.

Esteve em diversos lugares do Brasil, como São Paulo, Rio de janeiro, Espírito Santo, Bahia etc. Consumia-se na missão.

José de Anchieta é um modelo para todos os tempos, para uma nova evangelização no poder do Espírito Santo e com profundo respeito a quem nos acolhe, a quem é chamado também a ser inteiro de Jesus.

Bem-aventurado José de Anchieta, rogai por nós!